quinta-feira, 19 de maio de 2011

Queima, flameja!

Tentei a pulso não me decepcionar, não te decepcionar.
Guiei minhas pernas pra onde elas deveriam ir, preferi um caminho mais fácil
tentando apagar pensamentos e pedindo pra cabeça parar de pensar.
Achei mais conveniente entrar num boteco sujo de esquina comprar um maço fumar cigarros, sentir frio e nojo do que eu fazia e me arrependia e mentia e cheia de culpa ia dormir sem saber o que eu faria do amanhã de manhã, sabendo que ontem possivelmente estaria morto há um tempo. Senti nostalgia de um tempo x, de uma vila, de algumas pessoas, umas mortas de alma e outras que foram lhe tirada a vida, como se tira de uma criança a inocência de esperar papai noel em véspera de natal. Quis estar em qualquer outro lugar que não fosse esse, quis vagar por horas lembrei que aqui não era o lugar que eu chamava de vila, morada ou qualquer outra coisa, me peguei pensando em ir embora daqui senti alívio voltei a mim com frios nos joelhos, sem sentir as mãos duras de frio voltei a estaca zero. Queria um riso acompanhado de um abraço do meu pai mas isso definitivamente eu não teria hoje nem nunca. Um sonho talvez!
guarde mais uma lembrança, gesto e olhares porque é só o que você vai ter.

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