quarta-feira, 2 de março de 2011

Ser, crescer.


Lembro vagamente e diariamente de ser criança, da infância, da vontade alegre de ser você. Dos gostos, gestos, doces. Me deu uma saudade de brincar na areia, de aprontar, de viver inocentemente. Lembrei também que tinha você pelas manhãs, e que mais do que costume, era essencial, mágico. Eu tinha a você, e você a mim. Quando olhamos pro passado e vemos que tudo o que vivemos é como escrever num diário e só relembrar quando quiser destrancar todas as lembranças, porque sim elas são boas para ser lembradas e ao mesmo tempo elas doem porque passaram por você com pressa, passou, e o que passou não volta.

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