
Na tentativa falida de me decifrar todos os dias eu pensava quando chegava a noite e depois a madrugada: O que eu quero dos homens? o que eu quero de mim? o que eu quero do mundo? o que eu tanto espero é como uma sede insaciável não se sabe quando, nem onde mas espero chegar aquela coisa que eu quero tanto que não sei o nome certo, e não sei dar um nome a essa coisa que me falta, falta, falta. Ando por aí prestando muita atenção nos movimentos alheios, gestos, olhares, passos, lágrimas, poços e poças d'água. Ando procurando o inusitado, o novo, o diferente tenho achado a maioria das pessoas a minha volta desinteressantes e isso faz com que eu queira ficar bem longe delas, me afastar pra não me tornar mais desinteressante que já sou e que não faço esforço pra que isso mude. Entro em conflito diariamente com o eu mesmo, tentando ver além dos olhos de pessoas que passam por você todos os dias com seus odores, suas dores, carisma ou charlatanismo. Quero ver além doscorpos cansados físico ou emocionalmente, queria ver sua alma e o que se passa ali dentro, quem sabe assim eu poderia me sentir comum com tantos medos e desesperos alheios. Tirar conclusões essa é mesquinha, esse é sozinho, esse aquilo, aquele outro...
acaba e começa o dia e assim por diante.
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